CICB TEM NOVA DIRETORIA
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Augusto Coelho em seu
escritório no Nordeste |
Augusto Sampaio Coelho é o novo Presidente do CICB Centro das Indústrias de Curtume do Brasil para o mandato 2001/2002. Diretor do Curtume Moderno, um dos mais expressivos do Nordeste, Augusto Coelho é tradicional família de curtidores daquela região e chega à presidência do CICB por meio de consenso entre seus pares, depois de ocupar vários cargos de direção na entidade nacional e a presidência da AICNOR Associação das Indústrias de Curtumes do Norte e Nordeste. Apesar de jovem, experiência é o que não lhe falta, afirmam curtidores de todo o país.
Courobusiness ouviu Augusto Coelho sobre os planos da diretoria recém instalada.
O plano de trabalho da nova gestão, diz Augusto, será objeto de discussão na primeira reunião da nova diretoria (realizada em 22 de agosto, em São Paulo) e o texto final dos objetivos e metas estarão disponíveis no final do mês de agosto. "Pessoalmente entendo que o CICB deve se concentrar em poucos mas importantes objetivos, como: 1) aprovação do Projeto de Lei 3.729/97 (que obriga o fabricante a informar no produto que tipo de mercadoria foi utilizada em sua fabricação) que por ações de terceiros pouco interessados vem tendo uma tramitação lenta; 2) participar mais ativamente das negociações para a formação da ALCA e dos acordos EU/MERCOSUL, resguardando os interesses do setor; 3) buscar financiamento para estocagem estratégica de matéria-prima; 4) trabalhar pela redução para zero da TEC sobre a importação de peles caprinas e ovinas, antiga reivindicação dos curtidores do Nordeste."
Perguntado sobre a avaliação do setor em relação à taxação do Wet Blue exportado, que vai até 30 de novembro próximo, o novo presidente entende que tanto o setor quanto as autoridades governamentais já têm elementos suficiente para analisar se a taxação nas exportações de couro Wet Blue é vantajosa para o setor. O CICB, como porta-voz oficial das bases empresariais, deve ouvir a todos para se posicionar novamente sobre o assunto, quando chegar a hora. "A portaria só se esgota em 30 de novembro, mas o momento de se iniciar as discussões e análises é agora. Pessoalmente a minha opinião é conhecida: o modelo de taxar pura e simplesmente a exportação de Wet Blue, sem qualquer contrapartida, inclusive as que fizeram parte das negociações que culminaram na taxação, não me agrada. Como Presidente, todavia, acatarei a decisão da maioria", adianta Coelho.
Augusto Coelho também se mostra interessado em se aproximar definitivamente da APEX. Há um convênio em vigor mas, para ele, precisa haver mais sintonia entre as partes. O empresário entende que o convênio é importantíssimo para o setor ampliar as exportações mais rapidamente.
A taxação pura e simples do Wet Blue não é uma medida inteligente. Tem de haver contrapartida (Augusto Coelho)
Courobusiness também ouviu o novo vice-presidente para o Mercado Interno, empresário Luiz Carlos de Luna Coutinho. Para ele, é fundamental investir na aprovação do PL 3.729/97, abandonado pela gestão anterior. Coutinho também defende a elaboração de um novo conceito para as classificações dos couros brasileiros, que estariam sendo classificados a partir da 4a classificação, chegando até a 9a, depreciando a imagem e a valorização da matéria-prima brasileira. Sobre a taxação do Wet Blue, Coutinho é taxativo: "só serviu para incentivar a ilegalidade de algumas empresas na comercialização do couro. Além disso, todas as medidas compensatórias prometidas pelo governo não foram cumpridas. Ao setor só coube o encargo do imposto". Coutinho defende pura e simplesmente o fim da taxação que se esgota em 30 de novembro.

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