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NOVA ADMINISTRAÇÃO REVITALIZA A PARCERIA

                APEX e CICB concluíram a revisão do Convênio de Cooperação Técnica e Financeira firmado em 2000. Pelo novo acordo, o aporte de recursos da APEX será de R$ 2.692.266,67 e a contrapartida do CICB será de R$ 4.909.873,03, com prazo de vigência até 31 de dezembro de 2002. A liberação de recursos será feita em três partes: outubro de 2001, fevereiro e julho de 2002.

                Para fechar o novo acordo definiu-se que a coordenação geral do Convênio, em nível privado, ficará a cargo do Vice-Presidente de Finanças do CICB, Carlos Ernesto Gaglianone. A APEX também exigiu que o CICB definisse de imediato os gerentes de atividades para cada etapa. Definiu-se, então, que os gerentes das atividades com recursos a serem liberados em outubro de 2001 são:

Atividade

Gerente

Telefone

Seminários e workshops

Umberto Saccheli

(43) 423.3233

Prospecção de Mercados

Benenoy Fish

(51) 594.9077

Palestras sobre Comércio Exterior

Leonardo Swirski

(51) 587.4888

Exportação de Móveis de Couro

Amadeu Fernandes

(53) 284.2500

Melhoria do Couro

Arnaldo Frizzo

(34) 3218.0800

Valorização do Couro

Emílio Carlos Bittar

(62) 296.2020

Feiras Internacionais

Amadeu Fernandes

(53) 284.2500

                A preocupação da APEX com a definição das respectivas gerências coincide com o desejo do CICB de conferir toda prioridade a uma boa gestão do Convênio. Segundo o Coordenador Geral, Carlos Ernesto Gaglianone, a revisão do convênio acertada com a APEX marca o início de uma nova fase, que exige transparência e dedicação de todos os diretores para que, vencido o prazo em 31 de dezembro de 2002, não só os resultados comprometidos sejam alcançados, como novo convênio seja formalizado.                As ações a serem desenvolvidas no âmbito do Convênio, com menção dos valores envolvidos até a data de fim de vigência - valores totais incluindo recursos da APEX e do CICB - são as seguintes:

AÇÕES

Valor em R$ 1,00

Seminários e WS de sensibilização

147.581,43

Visita técnica: Benchmarking

105.000,00

Prospecção de Mercados

400.000,00

Criação de Sistema de Informações

669.000,00

Palestras sobre Comércio Exterior

167.182,44

Mão de Obra: treinamento/capacitação

240.000,00

Exportação de Móveis de Couro

445.000,00

Melhoria do Couro

900.000,00

Marketing e Publicidade

185.000,00

Material de Divulgação

398.408,33

Valorização do Couro

300.000,00

Projeto Comprador

536.272,49

Site na Internet

135.397,35

Feiras Internacionais

2.973.297,66

Total

7.602.139,70

                                            Compromissos, objetivos e metas

O Convênio APEX-CICB visa: adequar a indústria curtidora brasileira à exportação, qualificar a mão-de-obra nacional para atender aos requisitos de qualidade e produtividade do mercado mundial, elevar a participação do couro brasileiro no mercado internacional – aumentando gradativamente a participação de produtos com maior valor agregado - e promover o processo de inovação tecnológica da produção nacional do couro.

O objetivo-meta é evoluir da vantagem comparativa do baixo custo de mão-de-obra e da abundância de matéria-prima, para vantagens competitivas mais nobres e mais sustentáveis no longo prazo. A influência do setor de curtumes na cadeia produtiva centra-se nos seguintes aspectos: qualidade da matéria-prima couro; diversidade de oferta de couro e estabilidade na oferta do couro. Em síntese, o presente projeto se justifica por quatro importantes razões:

  1. Potencial da indústria curtidora para alavancar as exportações brasileiras;Influência dos curtumes na competitividade dos fabricantes de produtos finais;Interligação do projeto com toda a cadeia, promovendo parceria e esforço compartilhado;
  2. Foco na eliminação dos principais obstáculos ao pleno desenvolvimento do setor.
 

Objetivos e metas

  • Expandir a exportação de couros brasileiros, agregando, progressivamente, valor aos produtos destinados ao mercado externo e novas empresas exportadoras.
  • Promover uma participação mais agressiva da indústria coureira nacional com relação ao mercado internacional de tal forma que permita, a médio prazo, adequar os curtumes brasileiros à produção e à exportação competitiva de couros semi-acabados e acabados, bem como disponibilizar para o mercado nacional exportador – calçados, móveis, acessórios, automóveis – produtos com maior qualidade e tecnologicamente mais avançados.

Quadro I - Exportações Brasileiras de couros bovinos
Metas  2001 e 2002 - Em milhões de Unidades

Exportação de couro 2001 2002
Salgado 0,2 0,1
Wet Blue 9,0 8,5
Semi-Acabado 3,5 4,5
Acabado 3,0 4,0
Total 15,7 17,1
Fonte: SECEX/MDIC e CICB

Quadro II - Exportações Brasileiras de couros bovinos
Metas  2001 e 2002 - Em milhões de US$

Exportação de couro 2001 2002
Salgado 1,2 1,0
Wet Blue 333,0 314,0
Semi-Acabado 252,0 333,0
Acabado 240,0 340,0
Total 826,2 988,0
Fonte: SECEX/MDIC e CICB

Quadro III - Quantidade - % de participação por tipo
Metas  2001 e 2002

Exportação de couro 2001 2002
Salgado 1,3 0,6
Wet Blue 57,3 49,7
Semi-Acabado 22,3 26,3
Acabado 19,1 23,4
Total 100,0 100,0
Fonte: SECEX/MDIC e CICB

Quadro IV - Exportações Brasileiras de couros bovinos
Metas  2001 e 2002 / Valor - % de participação por tipo

Exportação de couro 2001 2002
Salgado 0,1 0,1
Wet Blue 40,3 31,8
Semi-Acabado 30,5 33,7
Acabado 29,1 34,4
Total 100,0 100,0
Fonte: SECEX/MDIC e CICB

                A reestruturação do Convênio APEX - CICB configura-se numa oportunidade extraordinária para a indústria de curtumes iniciar de modo consistente uma guinada na direção e se transformar em um dos maiores, senão o maior fornecedor mundial de couros de maior valor agregado. Reduzir a participação do couro Wet Blue no total exportado - seja em quantidade ou em valor - aos níveis das metas estabelecidas nos quadros III e IV – é um desafio ao setor privado e aos governantes. Chegar ao final de 2002 exportando 49,7% de Wet Blue, 26,3% em Semi-Acabado e 23,4% em Acabado retiraria o país do rol de fornecedores de matéria-prima e produtos de baixo valor agregado e o habilitaria a buscar metas ainda mais ousadas. Não é, necessariamente, uma tarefa fácil, pois o salto depende de políticas tributária e financeira favoráveis, condição indispensável para os investimentos em máquinas, equipamentos e formação de estoque estratégico, sem os quais as metas podem ficar comprometidas.

                Courobusiness, a partir desta edição, vai publicar relatórios e análises do desenvolvimento dos projetos dentro do Convênio APEX – CICB, como forma não só de divulgar os trabalhos realizados, mas principalmente de estimular a participação e o envolvimento do maior número de empresas curtidoras.

 

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