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Couro Vestuário vai ter normas técnicas

 

Em matéria datada do dia 17 de janeiro, o Jornal Exclusivo, de Novo Hamburgo – RS, divulgou que no dia 16 de janeiro, segundo dia da Couromoda, a Associação Brasileira do Vestuário em Couro – Abravest, em parceria com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil – CICB, Instituto de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial – Inmetro, Instituto Brasileiro de Tacnologia do Couro, Calçado e Artefatos – IBTec, e Associação Brasileira dos Químicos e Técnicos na Indústria do Couro – ABTIC, apresentou o projeto que busca regulamentar o couro vestuário no Brasil.

 

A norma técnica de número 15105 obriga os curtumes a identificar a origem e o processo de curtimento, tingimento, engraxe e acabamento pelos quais passam as peles. Mas não pára por aí. A Abravest quer regulamentar, também, os processos referentes à confecção do couro. Segundo o diretor da Abravest, Baltazar Guedes a regulamentação seria uma forma de assegurar os interesses dos produtores brasileiros e também de defesa comercial ao ingresso de produtos importados.

Guedes explica que atualmente as etiquetas com informações específicas à respeito da confecção da peça são comercializadas sem qualquer informação de procedência, identificação, ou procedimento de curtimento e acabamento. Isso acaba impossibilitando a confecção e elaboração de etiquetas com instrução de lavagem. O resultado é que da foram como o couro é comercializado deixa claro um descumprimento exposto pelo Código de Defesa do Consumidor.

A Norma Técnica passa ainda pelo Regimento Interno da Comissão Permanente dos Consumidores, chamada Lei das Etiquetas (artigo 3 das lei 5.966). Se entrar em vigor, o Brasil passará a ser o primeiro país do mundo a adicionar etiquetas em vestuários de couros, trazendo, com símbolos, as normas para vestuário em couro.

 

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