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Projeto Comprador

 

O CICB encerrou o Projeto Comprador juntamente com a FIMEC/ 2007.

Como primeiro resultado, estrangeiros saíram encantados com a hospitalidade brasileira, levando na bagagem uma imagem desmistificada do que supunham ser o Brasil antes de aqui estar.

O Brasil teve compradores da Guatemala, Colômbia, República do Gana, Polônia e Índia.

Segundo o CICB, ainda que para alguns países já se tenha consolidada a imagem de que o Brasil tem bons negócios no setor coureiro, como para os colombianos, para outros, a verdade é que o Brasil mais assusta que atrai.

Levando em conta tal questão estrategicamente foram selecionados alguns países que receiam fazer negócios com o Brasil apenas pelas imagens pré-concebidas, cuja fama se baseia  apenas no futebol e no carnaval. O comprador da Polônia é o exemplo mais concreto desta situação. Desde janeiro  vem se fazendo contato com a Câmara de Comércio das Indústrias de Couro e Calçados da Polônia, e sua diretora-executiva informou haver resistências de empresários em atender ao convite para participarem do projeto. Com a confirmação de um comprador Polonês, empresário da fábrica Gino Rossi (calçados e bolsas), iniciamos um reajustamento da imagem brasileira que vai muito além das realizações comerciais simplesmente. O polonês Marek Wolski retornou encantado ao seu país, tendo afirmado que sua imagem do Brasil se reformou completamente, levando consigo a idéia de que é sim um país possível de se fazer negócios, receber pessoas e com capacidade técnica e produtiva.

Com certeza a experiência positiva do empresário Polonês terá repercussão em cadeia quando suas impressões forem divulgadas pela Câmara de Comércio Polonesa, e paradigmas vão se quebrando.

Da mesma forma o africano de Gana, aliás o comprador que realizou o maior número de contatos com expositores, relatou em suas observações. Segundo ele, apesar da África e Brasil terem caminhos históricos cruzados, ainda pouco se sabe à respeito da indústria brasileira no seu país, sendo a referência mais presente o jogo de futebol entre os dois países na Copa do Mundo em 2006. Os Colombianos e Guatemaltecos relataram grande admiração com a capacidade produtiva do Brasil, e mais ainda com a preocupação ambiental do setor coureiro, pois em visita ao IBTEC – Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Afins e na Escola de Curtimento - SENAI - Estância Velha puderam verificar o grau de cuidado e sofisticação que nossas entidades possuem com o processamento da matéria prima couro. Segundo suas próprias palavras,
não há controle ambiental eficiente em seus países, e que o Brasil deveria ser tomado como exemplo na América Latina.

 

As empresas que receberam a visita dos compradores durante a FIMEC foram:

A Tonal Produtos e Corantes Ltda
Agro Latina Ltda.
Aimoré Couros Ltda
Amazonas
Artecola
Azzomac Ltda.
Berlonzi - Studio bella art
Bertin Ltda
BMZ Couros Ltda - Montenegro
Bonato Couros
Brespel Cia. Industrial Brasil - Espanha
CBR - Grupo Bom Retiro
Corquímica
Curtume Krumenauer
Flecksteel Artefatos Metálicos Ltda
Fuga Couros S.A. - Marau
Gobbal Leather Ind. Com. Ltda.
Indústria de máquinas ERPS Ltda.
Ircosa - Irmãos Coutinho Ind. De Couros S.A.
Iris Indústrias Reunidas Irmãos Scarabel
Ital Componentes
ITI - Fábrica de solas PU - Argentina
Ivomaq indústria e Comércio de Máquinas Ltda.
Killing
Luiz Fuga S.A. Ind. De Couro
Maqtest Automação e Controle Industrial Ltda
Máquinas Kehl Ltda.
Master Equipamentos Industriais Ltda.
Mats Leather Design
MSD Máquinas e Equipamentos para Pintura
Nino Indústria de Calçados e Couros Ltda
Olifer Matrizes - Ind. De moldes e equip.Ltda
Palasio - ITM Indústrias Têxteis H. Milagre S.A.
Soft Couros Ltda.
Tanquímica
Trançafio Indústria e Comércio Ltda.
Units Brasil Comércio Indústria e Repres. Ltda
Wellour - Indústria e Comércio de Couros Dowidi. Ltda

Destas visitas há uma expectativa de geração de negócios para os próximos 12 meses na ordem de US$ 2.122.800,00.

Também críticas foram colhidas, e a unanimidade dos compradores identificou como sendo o preço do couro brasileiro o maior entrave para a concretização de muitos negócios.

Para o próximo projeto comprador já se prospectam empresários de mercados emergentes como o Vietnã e Leste Europeu, bem como compradores novos de mercados já estabelecidos, como os chineses.

Segundo a assessoria do CICB, barreiras vão sendo rompidas, e o couro brasileiro segue expandindo seu mercado, firmando-se no mundo não só como o maior rebanho comercial, mas também como pólo industrial de alta competividade”.



Foto do grupo de compradores durante a FIMEC/ 2007.  

Revista Courobusiness, Ed. 51 – março/abril 2007.

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