APEX:
EXTRAORDINÁRIO APOIO
Diretores da APEX liderados pela ex-Ministra Dorothéa Werneck e empresários da indústria de curtumes, coordenados pelo CICB, reuniram-se em Brasília, no dia 30 de setembro, para avaliar os dois primeiros anos do Programa Setorial Integrado desenvolvido em conjunto pelas duas entidades.
Alguns ações merecem destaque: consolidação do couro brasileiro no mercado externo, aumento da exportação de couro de maior valor agregado (a exportação de couro acabado cresceu 70% em 2002), prospecção de novos mercados, inserção de novas empresas (pequenas e médias) no mercado externo, melhoria da qualidade do couro cru, maior participação em feiras internacionais.
Analistas da indústria do couro afirmam que basta o Brasil ter uma política tributária pró exportação, racional e objetivamente engajada na necessidade nacional de gerar saldos comerciais, para o indústria do couro chegar a 2010 com geração adicional de receita entre US$ 2,2 bi e US$ 6 bi e entre 148.000 e 488.000 novos empregos. Para se alcançar o patamar inferior bastam alguns poucas medidas amparados por um inflexível e inafastável desejo político. Para se chegar ao patamar superior, entretanto, um longo período é requerido, ao lado de mudanças no mercado internacional do couro. A chave para o crescimento estaria em o Brasil ter uma "política tributária altiva, uma "política tributária de viés exportador", uma "política tarifária pró exportação de produtos de maior valor agregado", ao lado de medidas no campo da capitalização, atualização tecnológica, inserção de mercados, qualidade da matéria-prima e promoção comercial.
Destacou-se na reunião de avaliação a qualidade das ações apoiadas pela APEX. No campo do marketing, por força de constante e severa cobrança dos técnicos daquela agência, a evolução da indústria curtidora foi extraordinária. Quem acompanha os trabalhos do CICB, nas duas últimas décadas, desde as primeiras incursões no marketing promocional, nota extraordinária evolução, e ela se deve, sem dúvida, à parceria com a APEX, que não se limita a injetar recursos mas, também, a injetar qualidade nas ações dos seus parceiros. É o Brasil, por meio de um produto outrora satanizado, projetando uma imagem positiva no exterior.
