{ REVISTA COUROBUSINESS } e
{ REVISTA COUROBUSINESS }
A REVISTA   |   ASSINATURAS   |   FALE CONOSCO   |    EDIÇÕES ANTERIORES

Programa Brasileiro de Expansão das Exportações de Couro

Proposta de Convênio CICB/APEX – 2003/2004

                CICB e APEX , após a reunião de avaliação dos resultados do Convênio 2001/2003, já deram início às negociações para definir o perfil do novo convênio que abrangerá o período 2003-2004. O que se tem abaixo é uma síntese do novo programa:

                 PARCEIROS

                Os parceiros do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil no Programa Brasileiro de Expansão das Exportações de Couro são os curtumes, as entidades regionais do setor curtidor, os frigoríficos e as associações rurais, bem como fabricantes de artefatos e móveis em couro que, engajados no projeto, atuam de forma coordenada e se responsabilizam pelas ações inerentes a suas atividades industriais. Há uma constante articulação entre todos esses atores com vistas ao incremento das exportações em  todos os elos da cadeia produtiva.

                Esta ação envolve nada menos que oito sindicatos regionais da indústria de curtumes, 29 frigoríficos, 16 organizações voltadas para a pecuária, desde sindicatos, associações, escolas técnicas, secretarias de estado, até universidades.

                OBJETIVOS

                Os principais objetivos são:                1. Aumentar a base de participantes dentro do PSI – Programa Setorial Integrado.
                2. Possibilitar, aos curtumes de pequeno e médio porte, uma formação voltada para exportação.
                3. Criar uma cultura exportadora, incentivando a participação dos associados das entidades envolvidas em Seminários,
                    Feiras e Missões.
                4. Incrementar exportações de produtos com maior valor agregado.
                5. Agir em conjunto com outros setores para aumento das exportações de produtos que utilizem o couro tais como;
indústria têxtil, indústria de móveis, indústria de artefatos e acessórios em couro, kits em couro para marketing; couro para uso em automóveis; estimular o desenvolvimento e a exportação de peles exóticas e seus manufaturados; melhorar a qualidade da esfola para que se obtenha uma pele de melhor qualidade; conscientizar os pecuaristas para melhorar a qualidade de vida do gado e obter em decorrência um bom couro e, importante, melhorar a remuneração ao pecuarista em função da melhoria na qualidade do couro.

                Para que isso ocorra, e tenha como conseqüência ampliar o superávit da balança comercial do couro, o Programa se baseia no estímulo à exportação de produtos de maior valor agregado. Para isso, é preciso envolver o maior número de empresas no PSI, sejam pequenas, médias ou grandes.                O foco para 2003 e 2004 é ampliar o número de empresas exportadoras de couro Acabado, além de abrir novas frentes em parcerias com outras entidades para expansão da exportação do couro via produtos acabados; (Vestuário, móveis de Couro, etc) e buscar um maior intercâmbio técnico e comercial entre curtidores e confeccionistas de roupas, cintos, bolsas, indústrias de móveis, kits de couro, calçados, mármores, granitos e artes para dinamizar e expandir a exportação nacional de componentes para couro, calçados e artesãos.

                Das empresas que participam do PSI, num total de 206, a maioria é de empresas de pequeno porte (121) que são aquelas que processam até 800 peles/dias. Apenas sete empresas são classificadas como de grande porte, pois produzem mais de três mil peles/dia.

CLASSIFICAÇAO

Nº DE EMPRESAS

Nº DE PELES/DIA

Grande

07

+ de 3.000 Peles

Media

78

Entre 800 e 3000 Peles

Pequena

121

Menos de 800 Peles

TOTAL

206

-

                Em termos de exportação em valor, o CICB está estimando números coerentes com o ideal de exportar couros de maior valor agregado. O quadro mostra a exportação em valor em 2001 e 2002 e as projeções para 2003 e 2004. A exportação de couro Acabado é projetada em valores que representam 50% do total da exportação de couro bovino, o que seria um grande salto.

METAS PARA EXPORTACAO DE COURO (US$1,00 FOB)

PRODUTO

2000

2001

2002

2003

2004

SALGADO

1.414.124

5.342.160

4.500.000

3.000.000

2.000.000

WET BLUE

424.759.397

398.098.807

360.000.000

360.000.000

360.000.000

SEMI ACABADO

179.793.315

245.493.070

175.000.000

207.000.000

275.500.000

ACABADO

138.754.194

214.258.757

332.000.000

440.000.000

560.000.000

SUB TOTAL 1

744.721.030

863.192.794

871.500.000

1.010.000.000

1.197.500.000

OVINO

8.596.296

10.354.841

6.250.000

8.000.000

10.000.000

CAPRINO

413.877

1.891.466

1.000.000

2.000.000

2.500.000

SUB TOTAL 2

9.010.173

12.246.307

7.250.000

10.000.000

12.500.000

OBRAS DE COURO

37.422.050

52.005.505

80.000.000

120.000.000

150.000.000

TOTAL

790.793.253

927.444.606

958.750.000

1.140.000.000

1.360.000.000

Fonte: SECEX - CICB

                Em relação ao quadro acima o CICB faz as seguintes observações: a) os produtos Salgado, Wet Blue, Semi-acabado e Acabado são somente para couro bovino; b) os valores de 2000 e 2001 foram os efetivamente realizados; c) os valores de 2002 foram projetados tomando-se por base o realizado de janeiro a agosto de 2002 e mantendo-se a média mensal até dezembro. Exceção para Acabados 2002 cujo valor foi estimado usando-se a média mensal dos meses de junho, julho e agosto (exportações crescentes em função de novos investimentos) e mantendo-a para os últimos 4 meses do ano; d) os valores das exportações de couro semi-acabado em 2002 são maiores e não correspondem à realidade porque algumas empresas se enganaram e utilizaram NCM de eqüídeos no lugar de semiacabados bovinos. A informação oficial da SECEX é a apresentada no quadro acima; e) a projeção considera a manutenção das condições e das tendências atuais de promoção das exportações de produtos com maior valor agregado; f) a redução/eliminação das medidas promocionais prejudicará o desempenho da agregação de valor nas exportações enquanto, por outro lado, a agilização nas restituições de créditos tributários promoverá substancial incremento nessas exportações; g) os números apresentados foram estruturados a partir das tendências observadas e, como tal, são referenciais, pois o desempenho das exportações é influenciado por inúmeras variáveis exógenas ao setor produtivo.

                OBJETIVOS GERAIS

                Novos Mercados

                A busca por novos mercados é uma questão de sobrevivência do setor curtidor. Itália, Hong Kong, China e Portugal, que estão entre os cinco maiores destinos do couro brasileiro (vide quadro sobre o destino da exportação na seção Comércio Exterior) querem continuar comprando do Brasil somente couros nos estágios de menor valor agregado: Salgado e Wet Blue, deixando no Brasil resíduos, poluição, desemprego e indústrias sucateadas. Lá industrializam o couro e o transformam em outros manufaturados, que concorrem com produtos acabados brasileiros.                O desconhecimento da potencialidade do mercado brasileiro em couro Acabado reflete-se nas tímidas participações brasileiras no exterior, apesar do PSI já ter conseguido fazer com que a exportação de couro Acabado em 2002 esteja mais de 60% acima de 2001, bastando, portanto, analisar todas as estatísticas de exportação excluindo as destinadas. Com abertura de novos mercados para segmento de couro acabado, os demais produtos com valor agregado como móveis em couro, bolsas, malas e vestuários, poderão ter o mesmo curso.

          PLANO DE AÇÃO 2003/2004

          A proposta de PSI para os próximos dois anos prevê atuação nos seguintes projetos:

1. Feiras Internacionais.
2. Marketing e Coordenação.
3. Melhoria da Qualidade do Couro.
4. Projeto Comprador.
5. Missões Internacionais de Negócios.
6. Seminários de Especialização em Exportação.
7. Exportação de Móveis de Couro.
8. Imagem e Comunicação.
9. Pesquisa de Mercado Internacional.
10. Moda em Couro CICB/ABIT.
11. Obras de Couro.
12. Peles Exóticas.

CALENDÁRIO DAS FEIRAS 2003 E 2004 CICB / APEX

FEIRA

2003

2004

LOCAL

APOIO APEX

Showtime – High Point

6 a 9/01

5 a 8/01

High Point - EUA

Projeto Móveis

Source International

12 a 14/01

Janeiro

Nova Iorque – EUA

Projeto Feiras

Anpic

22 a 25/02

Fevereiro

León – México

Projeto Feiras

Feira da Indústria Ligeira Russa

Março

Março

Moscou – Rússia

Projeto Feiras

Ásia Pacific Leather Fair

7 a 10/04

Abril

Hong Kong – China

Projeto Feiras

Fimec

24 a 27/04

Abril

NH – Brasil

Projeto Comprador

Lineapelle

6 a 8/05

Maio

Bologna – Itália

Projeto feiras

Showtime – High Point

14 a 17/07

12 a 15/07

High Point - EUA

Projeto Móveis

Furniture China

10 a 14/09

Setembro

Shanghai - China

Projeto Móveis

All China Leather Exhibition

17 a 19/09

Setembro

Shanghai – China

Projeto Feiras
Courovisão

15 a 17/10

Outubro

NH – Brasil

Projeto Moda

Lineapelle

4 a 6/11

Novembro

Bologna – Itália

Projeto Feiras

                Nas próximas edições, Courobusiness vai detalhar os demais projetos, apresentando seus principais conceitos e objetivos, além de suas dimensões financeiras.

                A parceria da APEX com o CICB, bem como com as demais entidades representativas de classe, não se dá apenas com a injeção de recursos financeiros mas, sobretudo, com a injeção de qualidade das ações de comércio exterior. Para muitos a imagem pode parecer um pouco forte, mas o que a APEX tem feito com extrema sabedoria é dar um "banho de loja" nos agentes da exportação brasileira (empresa, entidades, órgãos públicos e privados), e com isso tem contribuído para ampliar a exportação, criar mercados para novos produtos e identificar novos mercados para produtos tradicionais. É, sem dúvida, uma ação da maior qualidade e que deve ter o apoio de todos: governo e iniciativa privada.

[ CRÉDITOS ]