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O DESAFIO DE 2003

 
Nesses últimos anos, a cadeia produtiva do couro e calçados tem recebido uma atenção especial por parte do setor público que , finalmente, percebeu sua potencialidade econômica, não só como geradora de divisas, mas como grande criadora de empregos.

O setor vem trabalhando no sentido de agregar valor ao seu produto e o já em fase de execução Programa de Melhoria da Qualidade do Couro Cru vem oferecer uma excelente parcela de contribuição a esta iniciativa. Entretanto, preocupa-nos, como é do conhecimento do Governo Federal, o constante crescimento nas exportações de couro salgado, que acarreta uma sangria da estratégica matéria-prima nacional. Situação ainda sem equacionamento.Todos os elos desta cadeia são competitivos mas, para ilustrar somente o setor curtidor, o Brasil produzirá em 2002 35 milhões de couros e exportará 17 milhões de unidades, gerando divisas da ordem de U$S 950 milhões, incluindo couro cortado e costurado para estofamento que representa real crescimento na produção e exportação de couros é fabulosa, já que a fronteira pecuária no Brasil está em expansão e nos últimos dois anos a indústria curtidora tem investido em modernização e também implantação de novas plantas.Reconhecemos que este resultado é obra de uma articulada parceria entre os setores privado e público e não podemos deixar de mencionar o esforço que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em especial, do Ministro Sérgio Amaral, tem feito para aumentar ao competitividade da indústria brasileira, sem praticar protecionismo ou subsídios. Uma das ações que poderíamos lembrar é o Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva do Couro e Calçados, coordenado com dedicação pelo Dr. Reginaldo Arcuri, que conta com uma equipe competente e determinada. Esse Fórum tem permitido ao governo entender a dinâmica do setor curtidor e dos outros elos da cadeia.Óbvio que algumas ações fundamentais, que dependem de outras áreas do governo, ainda necessitam ser implementadas. A reforma tributária é essencial para viabilizar o modelo de empresa essencialmente exportador. O sistema atual estimula a venda de produtos com menor valor agregado e essa é uma das principais razões para exportarmos de 10 milhões de couro no estágio Wet Blue. A celeridade nos ressarcimentos dos créditos tributários poderia ajudar a corrigir esta distorção competitiva da nossa indústria do couro no Empréstimo do Governo Federal, um compromisso dos ex-Ministros Sérgio Amaral, e da Agricultura, Pratini de Moraes.

O próximo ano nos trará mais e maiores desafios, mas o setor curtidor brasileiro encerra o ano de 2002 com a expectativa de promover, em 2003, realizações ainda mais significativas.

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