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EXPORTAÇÕES DE MÓVEIS EM COURO

O Projeto de Expansão das Exportações de Móveis com Couro – iniciativa conjunta do CICB/ABIMÓVEL – vem sendo desenvolvido desde meados de 2001, com o objetivo de estimular a indústria brasileira de móveis a produzir e exportar seus produtos com cobertura de couro. A participação do CICB na feira Internacional de Móveis do Japão, no final de novembro de 2003, marca o início da fase de promoção comercial em parceria com a ABIMÓVEL, que se estenderá ao longo de 2004 em outros eventos, como a Feira de Birminghan – Inglaterra, Feira de Tupelo – USA, Feira de Valência – Espanha, Index Dubai – Emirados Árabes e novamente na IFFT (International Furniture Fair Tokyo).

A escolha pelo Japão tem seus segredos. O país é um dos maiores importadores de móveis do mundo. No ano de 2002 importou cerca de US$ 3 bilhões em móveis, dos quais o Brasil teve a participação inexpressiva, no valor de US$ 421 mil ou seja, 0,02% do total importado pelo Japão. O mercado interno de varejo de móveis foi estimado em US$ 30,1 bilhões no ano de 2002. Em uma área de 138 m2 estiveram em exposição móveis de oito empresas brasileiras sob a marca Brazilian Furniture. O stand do Brasil na edição da Feira do Japão foi organizado pela ABIMÓVEL, sob responsabilidade de Pedro Paulo Pamplona, coordenador do Procouro/Apex (programa de estímulo a produção de móveis em couro), de acordo com seus padrões de design. A Indústria de Peles Minuano cedeu sofás em couro para decorar o ambiente, que também expôs devidamente as marcas CICB E Brazilian Leather. Esta preocupação se justifica à medida em que a imagem do Brasil está sendo ali condensada e apresentada para um seleto grupo de negociadores expostos a diversos concorrentes, todos muito especializados e preparados para atuar no mercado japonês.Entre as empresas brasileiras presentes na Feira destacam-se: Tremarim – Bento Gonlçaves (RS)
Dalla Costa – Bento Gonlçaves (RS)
Tora – Serra (ES)
César Guedes – Vitória (ES)
Géllus - Mirassol (SP)
Peles Minuano – São Leopoldo (RS)
Flexiv – Curitiba (PR)
Kakakis – Recife (PE)

PAVILHÃO BRASILEIRO

Houve um decisivo apoio da Embaixada do Brasil em Tóquio, tanto nas ações anteriores à feira, evidenciadas pela distribuição de materiais informativos para os expositores, como durante a Feira pela presença constante de seus técnicos e intérpretes durante todo o evento. Ressalte-se também o apoio do Banco do Brasil que manteve em todo o período da feira seus técnicos à disposição dos expositores. Durante a feira, a marca "Brazilian Leather" foi fortemente divulgada em caráter institucional com a distribuição ao público selecionado de 150 CD’s e 500 folders sobre a indústria brasileira do couro, com textos no idioma japonês, bem como materiais de divulgação dos sofás fornecidos pela Minuano.O evento proporcionou mais de 250 contatos com profissionais na área de design, produção e retalhistas de móveis aos quais foram repassadas informações sobre a indústria brasileira de couro para estofamento, em particular, sobre os sofás de couros apresentados pela indústria de peles Minuano, que com o término da feira encaminhou seus móveis para o showroom da empresa Baum Co.Ltda, do empresário Hiroyuki Murata.

RESULTADOS OBTIDOS

Com a perfeita integração entre a área de móveis e de couro, os resultados foram excelentes, principalmente nos seguintes aspectos:As amostras de sofá com couro apresentadas no stand brasileiro atraíram de maneira significativa a atenção dos visitantes, na sua maioria empresários e profissionais do setor de móveis do Japão. Foram cerca de 250 atendimentos pessoais, o que permitiu fornecer as informações sobre as características e preços destes móveis, bem como da estrutura da indústria de couros para estofamento no Brasil.Estima-se que nos próximos seis meses poderão se concretizar alguns negócios preliminares no valor de US$ 100 mil, lembrando que o tamanho do mercado japonês de importações de móveis atingiu no ano de 2002 US$ 3 bi. A presença da indústria brasileira do couro na feira despertou também o interesse de outros expositores em utilizar o couro em seus móveis. Com base nas observações realizadas nos stands e na visita ao IDC, maior shopping de móveis do Japão, que a grande maioria dos móveis estofados tem cobertura de couro com patamares de preços e qualidade capazes de serem atendidos pelos fabricantes brasileiros. Com todas estas informações, conclui-se que o convênio CICB/ABIMÓVEL está na direção correta e que as ações de promoção comercial têm suma importância para dar suporte aos empresários brasileiros em condições de suprir o mercado japonês. (fonte: Flávio Lucchese – Consultor de Feiras do CICB)

 INDÚSTRIA BRASILEIRA NO CENÁRIO INTERNACIONAL

O presidente do CICB é o novo vice-presidente do International Concil of Tanners - ICT. A eleição aconteceu em Bologna, Itália, na reunião anual do ICT durante a Lineapelle.O Brasil cada vez mais está assumindo suas posições de liderança no setor como um grande player do mercado internacional. Amadeu já vinha representantdo há dois anos, nas reuniões anuais do ICT, os países do Hemisfério Sul (Argentina, Austrália, Brasil, Nova Zelândia e África do Sul).O International Concil of Tanners é a organização que congrega os produtores de couro e seu objetivo é promover os interesses da indústria internacional do couro, fomentando o intercâmbio de informações entre seus membros, buscando a solução de problemas de interesses mútuos, disseminando os resultados de pesquisas e de estudos relacionados com a indústria do couro e assistindo seus membros em negociações com Agências Reguladoras.São membros do ICT as entidades nacionais do couro dos seguintes países: Argentina, Áustria, Brasil, Canadá, China, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Índia, Irlanda, Itália,  Japão, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

A eleição de Amadeu Fernandes se constitui em uma nova fase da indústria curtidora brasileira, representada pelo CICB, no cenário internacional. Essa indústria também foi eleita para coordenar os destinos do organismo representativo dos curtumes em todo o  mundo. Representa ainda, além de um desafio, uma excelente oportunidade para a divulgação do Brasil, de sua indústria curtidora e de seu couro.

 

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