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APEX 2004: MOVIMENTAR MAIS DE US$ 2 BI EM NEGÓCIOS

No começo do ano passado, dentro das novidades anunciadas pelo governo Lula, a APEX foi reformulada e "recriada" como Apex-Brasil. Ganhou um Conselho Deliberativo (com participação de ministérios, BNDES, Sebrae, entre outros), e seu novo presidente, Juan Quirós, com passagem pelo Departamento de Relações Internacionais de uma das principais federações brasileiras, a FIESP, anunciava a principal estratégia do novo trabalho: inteligência comercial. Por meio dela, foram fechadas parcerias com diversos estados e empresas, além dos parceiros internacionais, no intuito de compartilhar conhecimento e trocar informações sobre demanda e oferta de produtos e serviços, para encurtar o caminho da exportação.

Dentro desse novo perfil, a Agência fechou o balanço de 2003 com U$ 398,7 milhões em negócios gerados por meio de 8.196 pequenas e médias empresas em todo o Brasil. Foram 410 eventos internacionais, entre feiras, missões comerciais, projetos compradores e vendedores.Apoiadas pelos 185 projetos desenvolvidos pela APEX em parceria com o setor privado, empresas brasileiras realizaram contratos de venda em 42 países, como Rússia, Estados Unidos, França, África do Sul, China e Emirados Árabes, entre outros. Boa parte desses contratos foram acertados durante as feiras e as missões internacionais quando a Agência ajudou a promover produtos e empresas brasileiras."Realizamos 8 missões governamentais e 31 missões empresariais setoriais neste ano, o que significa que o Brasil esteve representado um dia do ano em algum lugar do mundo. E vamos manter o ritmo em 2004. Nossa estratégia na promoção comercial tem mostrado resultados positivos que atendem o objetivo do governo Lula de aumentar as exportações brasileiras", afirma Juan Quirós, presidente da APEX.A estimativa para os próximos 12 meses é que esse volume de negócios registrado pela APEX continue crescendo e ultrapasse os U$ 2 bilhões. O crescimento das exportações em 2003 resultaram na criação de 111.385 novos empregos no país, conseqüência do aumento da produção e da entrada de capital. Seguindo estratégia estabelecida com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2004 a APEX investirá ainda mais no aumento do comércio exterior, elevando o número de empresas que exportam e gerando empregos. O número de setores atendidos sobe de 40 para 46 e o investimento no trabalho de inteligência comercial também será intensificado. "Assim como uma empresa, queremos alcançar resultados concretos com os recursos que aplicamos", conclui Quirós.

O trabalho da APEX gerou em 2003 (até a primeira quinzena/novembro):

US$ 354 milhões em negócios por meio de:
325 eventos internacionais, sendo:
244 feiras internacionais
31 projetos compradores
12 projetos vendedores
7 missões APEX
31 missões empresariais setoriais

Estimativa de negócios futuros de US$ 2 bilhões

Geração de 91.828 postos de trabalho
7.544 é o número de empresas participantes dessas ações
5 mercados prospectados com inteligência comercial (África do Sul/Rússia/Oriente Médio/China e Índia)
6 acordos estaduais assinados (SP/PR/MG/ES/GO/RJ) e 2 outros agendados (RS/BA)

Fonte para geração de negócios e empregos: entidades setoriais nacionais e regionais.

185 projetos em execução nos seguintes setores:
Alimentos, bebidas, artesanato, brinquedos, decoração, couros, móveis, construção, gráfica, flores, máquinas e equipamentos, calçados, cosméticos, jóias, têxtil e confecções, produtos orgânicos, entre outros28 novos projetos estão em análise Os investimentos totais superam os R$ 616 milhões

Atuação Social

Projeto de artesanato envolve 6 estados. Em Minas Gerais, por exemplo, abrange 1.000 famílias, o que corresponde à geração de renda para mais de 4.000 pessoasProjeto de frutas envolve 15 estados. Com o aumento das exportações, a previsão do setor é gerar 10.000 novos empregos em 2003Projeto de cachaça envolve 16 estados. São 130 empresas beneficiadas e a previsão é gerar 5.250 novos empregos em 2003Projeto de mel envolve micro e pequenos produtores de 5 estados. Atualmente 1.500 famílias do Nordeste estão sendo capacitadas para a exportação

Cabem os seguintes destaques :

Ibraflor – acréscimo de 29% nas exportações
Abimaq – acréscimo de 30% nas exportações
Abit – acréscimo de 40% nas exportações
Abihpec – acréscimo de 17% nas exportações
Abimo – acréscimo de 17% nas exportações
Abef – acréscimo de 27% nas exportações
Abipecs – acréscimo de 20% nas exportações

 

Os números mostram que a política de promoção comercial tem contribuído para:

  • Ampliar a base exportadora:

Inserindo novas empresas exportadoras
Diversificando a pauta de comércio externo com novos produtos

  • Aumentar o volume exportadoAbrir novos mercados
  • Consolidar e ampliar mercados tradicionais
  • Geração Direta de Emprego e Aumento da Renda

Estes objetivos estão sendo alcançados de 2 formas:

Ações internas junto aos governos estaduais e os diversos segmentos do setor produtivo
Ações externas junto aos governos e entidades empresariais, às organizações internacionais de promoção comercial e às embaixadas brasileiras

Interna:
Realizar acordos com governos estaduais visando desenvolver uma pauta de exportações baseada no potencial de cada estado
Identificar setores estratégicos, de acordo com a vocação produtiva regional
Estabelecer parcerias com associações de classe e entidades regionais
Buscar maior articulação das políticas nacionais de estímulo às exportações

Externa:
Prospecção e estudos de mercado com base na Inteligência Comercial
Feiras internacionais
Missões comerciais
Parcerias com entidades internacionais públicas e privadas
Fortalecimento da MARCA BRAZIL

Como trabalha a APEX:

Mobilizando e sensibilizando empresas
Identificando produtos potencialmente exportáveis
Desenvolvendo marcas (75 para diversos setores)
Trazendo formadores de opinião e jornalistas estrangeiros ao Brasil
Promovendo encontros de negócios com importadores, no Brasil e no exterior
Desenvolvendo e apoiando, técnica e financeiramente, projetos de promoção comercial de exportação

Inteligência Comercial

 Transformar informação em oportunidades de negócios
Processo utilizado
Cruzamento de dados da exportação brasileira com a demanda internacional
Identificação de oportunidades de negócios em mercados-alvo

Definição de estratégia de ação:
Verificar concorrentes
Identificar clientes potenciais, volume de compras, preços médios, barreiras tarifárias e não-tarifárias
Conhecer logística de transporte e distribuição
Aplicação
Cruzar dados de produção do estado com a demanda internacional
Identificar produtos com potencial de exportação
Integrar empresas no processo exportador
Desenvolver estratégias de acordo com diagnósticos setoriais e resultados da inteligência comercial
Setores escolhidos recebem apoio técnico/financeiro para formatação de projeto de promoção comercial em parceria com o estado

Contato com a APEX-Brasil.
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