SEMINÁRIOS NA REGIÃO NORTE APONTAM CAMINHOS
DA MELHORIA DA QUALIDADE DO COURO
Dentro do projeto Seminários, o convênio CICB/APEX tem trabalhado em diversas regiões. Uma das ações mais recentes foi na região Norte, nas cidades de Redenção e Castanhal, ambas no Pará, quinto maior produtor de couros do Brasil.
Entre os envolvidos no treinamento estavam o Sebrae Nacional e regional, além de Sindicato Rural e Emater, além dos participantes que atuam no mercado coureiro-calçadista local. Diretoria do SEBRAE-PA José Carlos M Garcia;Diretoria Regional Raimundo Nonato Oliveira;Presidente do Sindicato Rural Adelino Franco;E mais 19 participantes, conforme lista em anexo.
Em Redenção, a avaliação inicial da cadeia do couro ao calçado e artefato mostrou o baixo valor da carne e do couro na região. Um dos desafios pereguidos pelo grupo era mudar este cenário para que o pecuarista fosse mais bem remunerado e que o Estado do Pará ganhasse com a saída de couros em estágios mais nobres, como, Semi -acabado, Acabado e Dog toys.Para tanto, algumas definições foram propostas como a criação de uma cooperativa para melhor transportar o gado vivo; melhorar o valor recebido pela venda do couro de Búfalo, bem como a sua carne, e criação de uma cooperativa para melhor negociação com os frigoríficos, e recebimento sobre o couro de boa qualidade.Algumas dificuldades apontadas durante o seminário explicam em parte as barreiras encontradas no desenvolvimento da cadeia produtiva. Por exemplo, verificou-se que os pecuaristas não possuem conhecimento da importância do couro, tendo em vista o não recebimento adicional pelo couro; existência de um grande rebanho inclusive de búfalos, mas sem o valor ideal, e inclusive com o couro não contabilizado; esfola deficiente em alguns frigoríficos, e existência do abate clandestino, danificando mais ainda o couro do gado.
O seminário se propôs a elaborar um diagnóstico minucioso, para se obter um retrato detalhado da cadeia do couro até o artefato e aplicou cursos sobre design e qualidade para os industriais que produzem calçados e bolsas na região.
Já em Castanhal, os debates aconteceram na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará, com a presença também da Diretoria do SEBRAE-PA, Joy Colares; Deputado Estadual Márcio Miranda, e Presidente da Emater (PA) Eduardo Kataoka, além de 55 participantes locais envolvidos na cadeia coureiro-calçadista.
As discussões serviram para avaliar toda a cadeia produtiva do couro, da cidade, já que o que tam acontecido é a saída da matéria-prima sob forma de estágio primário, que é o Couro Salgado e Wet Blue.Os participantes se dividiram em grupos para tornar o diagnóstico mais preciso. Entre os temas abordados estavam Avaliação do rebanho - Pecuarista;Avaliação das Gaiolas Transporte de gado;Avaliação dos frigoríficos AbateAvaliação manufatura Produto
Os grupos ressaltaram os seguintes problemas:
Grande quantidade de marcas no gado;Frigorífico usando marcação a frio na chegada do gado, danificando o couro do boi;Muitos abates clandestinos, sem controle e critério para esfola;Muito uso do arame farpado;Pecuarista sem conscientização da importância do couro, eO Estado do Pará está incipiente dentro da indústria curtidora, fazendo apenas o couro salgado e Wet Blue.
Apesar de tantos desafios, o lado positivo encontrado foi o grande envolvimento da comunidade; interesse em trabalhar para implantação de curtumes de Crust, Acabado, indústria de Dog toys, calçados e artefatos em couro. Investidores também participaram de forma ativa no seminário.
Os organizadores elaboraram um diagnóstico minucioso sobre regiões de maior concentração do rebanho paraense, onde a producação vem crescendo dia-a-dia.
