PROGRAMA BRASILEIRO DA QUALIDADE DO COURO
CONVENIO CICB/ SEBRAE
O Brasil perde um bilhão de dólares anualmente, por uma série de agressões que atingem um produto nobre, duradouro, cobiçado e que somente o Brasil tem o mérito de ser o maior produtor mundial: o couro.
Esta matéria-prima poderá trazer milhões de dólares para o Brasil se houver ações mais agressivas como as que estão registradas neste novo projeto que envolve CICB e SEBRAE, firmado e iniciado no final do ano passado. Entre os objetivos específicos desta parceria pela Melhoria da Qualidade do Couro estão:
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Melhorar a mão-de-obra atuante dentro dos frigoríficos e no transporte de gado para o abate;
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Substituir as facas desgastadas dentro dos frigoríficos;
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Levantar todos os pontos de estrangulamento dentro das salas de abate;
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Detectar os inconvenientes no pátio e buscar soluções;
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Atuar junto aos sindicatos rurais e a núcleos de novilho precoce para sensibilização de pecuaristas;
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Envolver estudantes dos cursos de veterinária, zootecnia e cursos agrotécnicos para maior difusão do Programa de Melhoria da Qualidade do Couro;
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Divulgar os cuidados com caprinos e ovinos junto aos micros, pequenos, médios e grandes criadores de caprinos e ovinos;
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Treinar motoristas de caminhões boiadeiros para o transporte de gado vivo com segurança;
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Divulgar o Programa de Manejo e Combate a Ectoparasitos junto a pecuaristas;
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Treinar o pessoal de frigoríficos para os cuidados necessários para a conservação da pele após o abate;
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Treinar o pequeno criador para os cuidados necessários com a esfola dos caprinos e ovinos e salga da pele;
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Treinar criadores de avestruzes e emas para fazerem uma esfola correta sem furos e raias;
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Viabilizar em pequenos curtumes o curtimento de peles de peixe e rã que atualmente são jogadas na própria natureza, aumentando com a poluição.
A grande extensão do território brasileiro acaba contribuindo para dificultar a conscientização do pecuarista ou do frigorífico. Junto a isso está a desconexão dentro da própria cadeia produtiva, e os problemas detectados em cada fase acabam multiplicando prejuízos. O pecuarista deixa de receber pelo couro, o curtidor deixa de ganhar devido aos defeitos do produto, e o frigorífico perde no aproveitamento do animal quando a esfola não é feita com os devidos cuidados. As ações necessárias para corrigir os vícios vão desde o treinamento para melhorar a qualidade da esfola, como a correta marcação a fogo do rebanho brasileiro ainda no pasto.
Uma das importantes ferramentas para realizar a proeza de modificar hábitos culturais será a participação de universitários e alunos técnicos, que ajudarão na tarefa de atuar junto às bases, difundindo práticas corretas para a obtenção de um couro com boa qualidade.
Baseada nos números que pretende alcançar, a missão é grandiosa. A parceria persegue as seguintes metas finais:
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Treinar 352 frigoríficos e matadouros
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Atender, por meio dos cursos, 14.080 magarefes
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Realizar 255 eventos em exposições agropecuárias e leilões
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Treinar 58.650 pecuaristas
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Firmar 20 convênios com universidades e escolas técnicas
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Transformar 740 universitários em multiplicadores
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Alcançar 14.800 trabalhadores rurais por meio dos universitários
MÓDULOS
Para tornar o programa exeqüível, os Módulos já conhecidos em projetos anteriores devem continuar, com a seguinte divisão e objetivos:
MÓDULO I – Esfola
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Diminuir para 10% os furos e raias dentro de frigoríficos e matadouros;
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Chegar a menos de 20% os cortes e rasgos durante o transporte do gado;
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Reduzir a até 10% o problema com veiamento do couro.
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Aumentar os cuidados com o couro após a esfola;
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Maior profissionalização do magarefe.
MÓDULO II – Pecuarista
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Reduzir a marcação a fogo em local incorreto;
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Conscientizar os pecuaristas quanto aos cuidados no manejo do gado (descorna e castração);
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Reduzir a incidência de ectoparasitas no couro bovino;
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Conscientizar quanto ao transporte correto do animal, para evitar estragos no couro e na carne;
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Informar sobre suplementação mineral;
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Orientar para cuidados com o pasto, retirando galhos, pontas de paus, e deixando as árvores com sombras.
MÓDULO III – Projeto Universidades (Multiplicadores)
Convênio entre CICB/SEBRAE e Universidades, para que os alunos dos cursos de Veterinária, Zootecnia e Cursos Técnicos Federais possam multiplicar o Programa Brasileiro da Qualidade do Couro através dos seguintes módulos:
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Manejo do animal na propriedade
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Combate aos ectoparasitos
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Cuidados no transporte do animal
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Marcação a fogo no local correto
MÓDULO IV – Caprinos e Ovinos
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Divulgar para todos os criadores do Nordeste os 10 mandamentos para uma pele bovina de boa qualidade;
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Reduzir para menos de 30% os problemas com a salga do couro;
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Conscientizar o pequeno criador sobre cuidados necessários após a esfola;
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Reduzir o mal do caroço e outros problemas que afetam os caprinos e ovinos.
MÓDULO V – Peles exóticas
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Melhorar em 100% a qualidade da esfola do avestruz, e outros animais exóticos;
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Ampliar a base de produtores de peles de rã e peixe no processo de colagem para obtenção de mantas de 1m X 60m;
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Transferir know how do processo da pele colada para criadores e demais curtidores de peles exóticas.
OS DEZ MANDAMENTOS DA QUALIDADE
01 - Vermifugue, vacine e limpe as instalações periodicamente. Com mais saúde seu animal tem mais valor. 02 - Armazene água e alimento para todo o seu rebanho. Lembre-se do período seco. Faça uso de cisternas, silagem, plante palma, feno e etc. 03 - Evite usar cercas de arame farpado. Além de ser a forma mais cara, agride a pele dos animais. 04 - Reduza a idade de abate dos animais. (Peso vivo em torno de 25 Kg). 05 - Procure um local adequado para abater o animal. Um local limpo e que tenha fonte de água é indispensável. 06 - Realize a esfola das peles com as mãos. Evite o uso de faca. 07 - Durante a esfola cuide para não sujar a pele de sangue. 08 - Apare e salgue as peles imediatamente. Sempre use sal limpo e fino. 09 - Proteja as peles do vento, do sol e da chuva. Evite o uso de sacola plástica no transporte e no armazenamento. A pele precisa respirar!
10 - Faça pilhas com menos de 50 cm e reduza o tempo de armazenamento.
