APEX-BRASIL ENCERRA 2004
COM MAIS DE US$ 12 BILHÕES EM NEGÓCIOS
Após dois anos de trabalho como uma Agência autônoma, a Apex-Brasil comemora números no mínimo impressionantes. O quadro até novembro do ano passado mostrava mais de 200 projetos em execução, 45 setores da indústria e de serviços atendidos e parceria com Associações de Classe e Entidades regionais em todo o país. Todo esse trabalho voltado para a expansão das exportações já traz como resultado a presença dos projetos da Agência em 60% da pauta exportadora, com negócios em 270 cidades em 54 países. No âmbito interno, a Apex-Brasil assinou acordo com 12 estados que, de maneira geral, elevam o nível de informação sobre exportação e divulgam mecanismos para facilitar o encontro do produto nacional com o mercado externo. Os quadros a seguir mostram a evolução dos números nesses dois anos de iniciativas:
Resultados em 2003:
410 eventos
8.196 empresas participantes
US$ 2 bilhões em negócios
Resultados em 2004:
500 eventos
13.500 empresas participantes
US$ 12 bilhões em negócios
Quando o ministro Luis Fernando Furlan apresentou a nova proposta da Apex, em fevereiro de 2003, um dos principais itens destacados dentro do novo trabalho era a linha de Inteligência Comercial. Por causa dela, muitas das ações se tornaram factíveis. O planejamento, as ações e as atividades da APEX-Brasil contam com um Sistema de Inteligência Comercial, que tem no Radar Comercial uma das principais ferramentas de análise de mercado. O objetivo é transformar informações em oportunidades de negócios para os exportadores brasileiros. O método utilizado é cruzar dados da exportação brasileira com dados de comércio internacional para identificar novas oportunidades e analisar alguns tópicos predefinidos dos mercados-alvo, como: concorrentes, clientes potenciais, preços praticados (preços médios), volumes de compras, estrutura do mercado, barreiras tarifárias e não-tarifárias, logística de transporte e distribuição, desafios e tendências. Como resultado desta ação estratégica podem-se destacar maior objetividade às ações de promoção de exportações, aumento das possibilidades de sucesso para os exportadores, agilidade na tomada de decisões estratégicas, além da economia de recursos para os setores público e privado. O quadro a seguir mostra o crescimento das exportações obtido em alguns dos mercados-alvo:
Crescimento das exportações:
África do Sul 38,03%
China 28,67%
Rússia 7,35%
Leste Europeu 137%
Países Árabes 61,99%
União Européia 31,67%
Para 2005, uma das inovações será a abertura dos Centros de Distribuição, que vão reduzir a distância entre os exportadores brasileiros e seus clientes no exterior. O primeiro CD será em Miami. O segundo, em Frankfurt. A opção por esta ferramenta visa atender à dinâmica da demanda local (estoques) e maior apoio a atividades e ações focadas nos canais de distribuição, tanto o físico como o mercadológico, além de garantir acesso dos produtos brasileiros a mercados regionais. O Centro de Distribuição será um espaço adequado para armazenagem de produtos não-perecíveis, ambiente com Show-room, escritório para atividades administrativas e comercias, com a vantagem de ter o custo administrativo rateado. Do lado de cá da fronteira, a APEX-Brasil vem auxiliando na coordenação das discussões dos Arranjos Produtivos Locais, (APLs). Em parceria com Entidades de Classe e governamentais, a Agência atua hoje em 82 Arranjos Produtivos Locais (em todos os estados), atende a mais de 6 mil empresas, desenvolve projetos nos setores de cachaça, calçados, confecção, couro, equipamento médico-odontológico, floricultura, fruticultura, móveis, orgânicos, plásticos etc. O Plano Estratégico de Promoção Comercial nesta área vem sendo implementado com a parceria entre MDIC, APEX-Brasil e Governos Estaduais. A meta é definir as vocações produtivas regionais, buscando maior articulação das políticas de estímulo às exportações. Entre os estados que têm convênios assinados estão Acre, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. As ações previstas neste convênios envolvem a divulgação das informações geradas pela Inteligência Comercial, seleção dos setores e/ou áreas que apresentam maior potencialidade para o incremento das exportações, estímulo às empresas para participarem dos Projetos Setoriais Nacionais, quando preparadas.
AS AÇÕES DA APEX-BRASIL JUNTO A ALGUMAS DAS PRINCIPAIS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DE GRANDES CADEIAS PRODUTIVAS Abiec acréscimo de 76% nas exportações
Anfacer acréscimo de 36% nas exportações
Abihpec acréscimo de 36% nas exportações
Abimaq acréscimo de 33% nas exportações
Abimo acréscimo de 30% nas exportações
Abit acréscimo de 26% nas exportações
Ibraflor acréscimo de 24% nas exportações
Abicalçados - acréscimo de 17% nas exportações
Entre em contato com a APEX-Brasil:
Tel.: (61) 426-0202
Fax: (61) 426-0222
apex@apexbrasil.com.br
www.apexbrasil.com.br
APEX-Brasil cria Unidade de Investimentos
A APEX-Brasil vai auxiliar na captação de US$ 20 bilhões em 2005 em investimentos para o país. A novidade faz parte da implantação da Unidade de Investimento da Agência, anunciada oficialmente no final de dezembro de 2004. Essa nova atividade vai somar-se ao trabalho de promoção comercial realizado em 2003 e 2004 em mais de 50 países, 270 cidades, em todos os continentes. No total foram 920 eventos.
A coordenação desta Unidade ficará a cargo do empresário Ingo Ploger. A proposta é conjugar a promoção comercial e o incentivo ao investimento no Brasil em nível Federal, articular o conjunto de ações governamentais, harmonizando informações e oportunidades nacionais e regionais. Uma meta importante também é a inclusão das médias e pequenas empresas nesses novos investimentos.
Para atrair o capital externo, a Agência utilizará a estrutura internacional que já possui e que, em 2005, se estenderá a 60 países e 300 cidades diferentes.
A nova Unidade realizará missões governamentais para a atração de investimentos, promoverá projetos em feiras internacionais e se responsabilizará pela gestão da Marca "Brasil & Partners" ("Brasil e Parceiros"). Além disso, a APEX-Brasil organizará seminários com potenciais investidores, utilizando-se de plataformas de grande exposição, como Davos, Unctad e FMI, por exemplo.
Outra estrutura existente e que servirá de base para a nova atividade é o Núcleo de Inteligência Comercial da Agência. As consultorias internacionais contratadas pela APEX-Brasil para prospectar mercados passam, a partir de 2005, a também orientar na busca por investimentos.
O presidente da APEX-Brasil, Juan Quirós, ressalta que "a confiança do ministro Luiz Fernando Furlan e do Governo foi determinante para a equipe aceitar mais esse desafio, já que teremos participação direta na captação de investimentos nos próximos anos".
Para monitorar o projeto, a APEX-Brasil trabalhará em conjunto com a Sala do Investidor do palácio do Planalto, cuja coordenação é da Casa Civil.
Primeira ação - Nos dias 24 e 25 de fevereiro a APEX-Brasil realiza, em parceria com o Instituto Espanhol de Comercio Exterior - ICEX, o primeiro Fórum de investimento e Cooperação Empresarial Hispano-Brasileiro em São Paulo.
Este Fórum será realizado no marco da visita oficial ao Brasil dos Príncipes de Asturias, Dom Felipe de Borbón e Dona Letizia Ortiz. O objetivo do Fórum, que contará com a participação de 80 empresas espanholas, é apresentar oportunidades para projetos de joint venture, parceria de investimentos em uma nova empresa ou filial, criação de empresa mista, fabricação conjunta de produtos, acordos de distribuição recíproca de produtos, transferência de tecnologia e know how, licenças e outros pontos. Será elaborada uma agenda individual de reuniões para cada uma das empresas participantes. Para o Fórum foram selecionados os seguintes setores: engenharia e construção, meio ambiente, saneamento e energias renováveis, turismo, calçado, têxtil e confecção, móveis, produtos agro-alimentares, tecnologias da informação e da comunicação, químico, embase e embalagem. (fonte: MDIC)
