PELES EXÓTICAS:
CURSO ENSINA O CURTIMENTO DE PELES DE PEIXE
O aproveitamento de todos os recursos disponíveis, hoje, representa uma peça chave para o desenvolvimento das populações brasileiras. Não é mais concebível desperdiçar produtos ou subprodutos tão importantes e desejados pela indústria da moda em todo o mundo , com é o caso das peles de peixes da Amazônia.
Atendendo a essa necessidade, o sebrae em parceria com o cicb e a escola agrotécnica federal de castanhal realizaram o curso “Esfola, conservação e curtimento em Peles de Peixes”, com a finalidade de divulgar o conhecimento das técnicas de curtimento, o seu aproveitamento no mercado nacional e internacional; como agregar valor ao peixe capturado ou criado em cativeiro; aumentar a renda das populações que dependem do setor de pesca para sua sobrevivência e ainda contribuir com o aumento das exportações no estado.
Para Jair Gonçalves, membro da Associação de Desenvolvimento Sustentável de Inhangapi (ADESI), que participou do curso motivado pela possibilidade de comercializar peles de peixes, esse novo filão do mercado pode representar lucro e aumentar a renda da sua comunidade. “Atualmente, criamos tilápia e tambaqui para vender no mercado local e agora podemos nos organizar para vender mais um produto”, avalia Gonçalves. Ele, juntamente com vinte e quatro participantes dos municípios de Castanhal, Bragança, Belém, Curuçá, Igarapé Açu e Inhagapi entre os quais representantes de colônias de pescadores, de Instituições como a EMATER; a Escola Agrotécnica Federal de Castanhal, o Sindicato Rural e o Sebrae, aprenderam com o instrutor Eduardo Filgueiras os procedimentos utilizados para se fazer uma esfola correta, as técnicas de conservação, o curtimento, o tingimento e a conservação das peles de peixe. “O curso faz parte do Programa Brasileiro da Qualidade do Couro, apoiado pelo Sebrae Nacional. Tem um conteúdo 90% prático e a nossa intenção é incentivar o trabalho ecológico, queremos evitar que as peles continuem indo para lixo”, conclui Filgueiras.
