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EMPRESAS BRASILEIRAS GARANTEM RETOMADA DE NEGÓCIOS COM IRAQUE

Com US$ 244,5 milhões de negócios gerados, a feira “Brasil na Reconstrução do Iraque”, organizada pela Agência de Promoção de Exportação e Investimentos (APEX-Brasil) em Amã, na Jordânia, foi considerada um sucesso. O evento aconteceu em meados de setembro, e os negócios realizados envolveram compradores de 20 países entre Kuait, Síria, Emirados Árabes, Líbia e, principalmente, Iraque. Durante três dias de feira, 1.500 representantes de empresas importadoras visitaram o pavilhão do Zara Expo, espaço de 2.180 metros quadrados contíguos ao hotel Grand Hyatt Aman, que abrigou stands de 200 empresas brasileiras.

“O próximo passo será o retorno do Brasil à Jordânia, em abril de 2006, quando participaremos da Feira ‘Rebuilding Iraq' ao lado de outros 60 países. Já abrimos uma porta, só precisamos agora ocupar o espaço conquistado e aproveitar as oportunidades que o Iraque oferece por meio do setor privado e das compras governamentais”, explicou Juan Quirós, presidente da APEX-Brasil.

Dos US$ 244,5 milhões de negócios gerados, US$ 17,5 milhões foram fechados no decorrer da feira, US$ 95 milhões são negócios futuros (12 meses) e US$ 132 milhões são provenientes de propostas encaminhadas pelo Governo Iraquiano, principalmente dos Ministérios da Agricultura, Habitação e Construção e Energia.

Entre os 14 setores representados na Feira, os que mais se destacaram foram os de alimentos, material de construção, equipamentos médico-hospitalar, máquinas e serviços para indústria petrolífera e equipamentos e máquinas agrícolas.

A empresa Erwin Guth, de São Paulo, por exemplo, fechou contrato para participar da montagem de dois hospitais. “O importante é darmos continuidade a este trabalho. Eu estou muito feliz com o resultado alcançado”, declarou Karin Guth, diretora da empresa.

Já o diretor da Colchões Excellent, Mountez El Orra, disse, no encerramento da feira, que é preciso voltar ao Brasil “e mostrar como somos queridos nesta região. Além disso, é inegável que nossos produtos têm mercado aqui”.

Já dois setores com grande potencial de venda, eletro-eletrônicos e farmacêutico, tiveram apenas uma empresa participando da feira.

Os resultados da feira superam significativamente o valor de exportação do Brasil para o Iraque no período janeiro a julho: US$ 9 milhões. Até a Guerra do Golfo, o Iraque era um forte parceiro comercial dos produtos brasileiros, comprando cerca de 480 itens. Em 1985 o comércio bilateral chegou a US$ 2,4 bilhões, sendo US$ 630 em exportações. “O sucesso da Feira nos permite estabelecer uma retomada nas relações bilaterais”, explica Quirós.

“É preciso entender o mercado iraquiano e suas particularidades. Estamos avançando na relação direta, o que, a rigor, não depende de um cenário estável”, avalia Rodrigo Castro, da Uai Trading.

A Feira ‘Brasil na Construção do Iraque' foi aberta no dia 12 de setembro, com um coquetel para mais de 500 autoridades governamentais e empresários e terminou dia 14.

s setores participantes foram alimentos, automotivo, calçados e componentes, construção, eletro-eletrônicos, fármacos, higiene, limpeza, máquinas e implementos agrícolas, médico-hospitalar, móveis, etrolífero, saneamento, tecnologia da informação e têxtil-confecção. (Mais informações: assessoria de imprensa - Agência de Promoção de Exportações e Investimentos / APEX-Brasil - Tel (61) 3426-0202).

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