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CAMPANHA ALEMANHA 2006, DA APEX-BRASIL

A APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) realizou em São Paulo, em meados de dezembro passado, o lançamento da campanha promocional ‘Alemanha 2006'. A Alemanha é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa e será a sede da Copa do Mundo neste ano. A nova Campanha explora semelhanças e diferenças do lado esportivo e econômico dos dois países e visa destacar o diferencial dos produtos brasileiros, dando personalidade à marca comercial do Brasil no ano da Copa do Mundo.

A campanha promocional tem como objetivo ampliar a divulgação da Marca Brasil e aumentar o potencial da geração de negócios em 2006, principalmente na Europa. A Alemanha será o primeiro país a conhecer o slogan ‘We do it different' (Nós fazemos diferente), e o projeto visual que estará em feiras, missões, temporadas em grandes redes varejistas, bem como locais públicos e privados e meios de transporte onde o Brasil realizar eventos. O propósito imediato é sensibilizar dois milhões de importadores e empresários em geral, além de três milhões de consumidores finais em promoções em redes de varejo somente na Alemanha.

Inicialmente a APEX-Brasil está investindo R$ 22 milhões na implementação da campanha junto com entidades setoriais. “Queremos ampliar a participação do Brasil no mercado internacional. Mostrar que, como no futebol, as indústrias brasileiras englobam uma enorme diversidade de talentos”, observou o presidente da APEX-Brasil, Juan Quirós. “Esse é o momento propício para os negócios, uma vez que há uma grande empatia entre o povo alemão e o brasileiro e somos um dos favoritos a vencer o torneio. Ou seja, as atenções estão voltadas para o Brasil”, acrescentou ele.

A campanha se pauta pela comparação entre os grandes ídolos do futebol e os grandes ícones do país em diversos segmentos, como medicina, arquitetura, moda, economia e mesmo esporte. Os nomes serão indicados pelos próprios setores exportadores. Serão usados atributos dos jogadores como criatividade, genialidade e diversidade, por exemplo, para explicar a capacidade produtiva e competitiva da economia brasileira. “No Brasil as empresas trabalham com soluções inéditas, diversidade de produtos, preços competitivos. Tudo isso será enfatizado, com exemplos concretos. Por isso, o nome da campanha: we do it different”, explica Quirós.

Para a Alemanha já estão programados 30 eventos, com a participação de mais de 800 empresas brasileiras. Artesanato, móveis, balas e confeitos, vidros e aço inox, peixes, orgânicos, calçados, software, instrumentos musicais, plástico, refrigeração, autopeças e médico-odontológico serão alguns dos setores representados nos eventos.

O primeiro deles está programado para janeiro e marcará, oficialmente, a apresentação da campanha. É a Feira Heimtextil, que acontece em Frankfurt, onde a seleção brasileira estará hospedada. Voltada para o segmento têxtil e de tecidos para decoração, esta é uma das maiores feiras do setor. Em sua edição no início do ano passado reuniu três mil expositores de todo o mundo e registrou 98 mil visitantes da Alemanha, Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Turquia, França, Espanha, Coréia do Sul, Japão, Grécia e Holanda.

 

Balança Comercial

A meta da campanha é convocar o público a participar das feiras e eventos que serão realizados durante todo o ano de 2006 na Alemanha e, com isso, expor de forma positiva e abrangente a imagem do Brasil. A expectativa é gerar um volume imediato de negócios de US$ 420 milhões, isto é, resultado de acordos fechados nos eventos a serem realizados ao longo do ano.

Hoje o Brasil exporta US$ 4,2 bilhões para a Alemanha - período janeiro a novembro - e importa US$ 5,2 bilhões. Em 2005, o fluxo de negócios aumentou nas duas pontas, isto é, as exportações cresceram 23,33% em relação a 2004 e as importações aumentaram em 23,79%.

Os principais produtos exportados pelo Brasil para a Alemanha, durante os primeiros 11 meses de 2005, foram: minério de ferro (14,67% do total), automóveis (11,63%), café em grão (10,27%), soja e resíduos (9,14%), fumo (2,81%), frango (2,43%), bombas de combustível (2,03%) e automóveis com motor diesel (1,86%). Mas, de acordo com o Núcleo de Inteligência Comercial da APEX-Brasil, há um forte interesse por produtos com valor agregado, como sucos, produtos farmacêuticos, vestuário e acessórios, brinquedos e outros.

Dados do FMI indicam que a economia alemã crescerá 1,8% este ano. O PIB do país em 2004 ultrapassou a cifra de US$ 2,7 trilhões. Naquele ano, 2.650 empresas brasileiras exportaram para a Alemanha. Estatística da Câmara Alemã (AHK) mostra que existem 1.200 empresas alemãs no Brasil, sendo a maior parte (60%) de médias empresas, e cujo faturamento supera os US$ 39 bilhões.

No caso da União Européia, o período janeiro a novembro de 2005 registrou exportações de US$ 24,3 bilhões, o que representa um aumento de 22,2% em comparação a 2004. Como os eventos programados para 2006 envolvem a participação de empresários e consumidores não somente da Alemanha, mas de outros países europeus, a expectativa é que os negócios sejam incrementados com toda a Comunidade Européia. (fonte: MDIC)

 

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