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COURO BRASILEIRO NO VIETNÃ

Dentro do projeto MISSÕES INTERNACIONAIS, O CICB organizou Missão Empresarial ao Vietnã, que ocorreu durante a feira Shoes & Leather Vietnã, no final de junho. Os fabricantes de artefatos de couro daquele país estão enfrentando uma escassez contínua de couro, segundo a Agência Vietnamita de Notícias (VNA). A procura por couro curtido das fábricas de calçados quase dobrou nos últimos 7 anos, de 14,8 milhões de m² em 1998, para 27,8 milhões em 2005.

Números do Ministério do Comércio indicam que a demanda deverá aumentar para 46,4 milhões de m² até 2010. “Os curtumes Vietnamitas têm capacidade de produção para satisfazer somente 20% da procura nacional, o que resulta na contínua dependência das importações de couro”, informou a VNA. Acredita-se que todos os curtumes possam produzir apenas 7,4 milhões de m² em 2010. Em 2005, as importações de couro pelo Vietnã totalizaram 22,3 milhões de metros quadrados.

Os números referentes aos nove primeiros meses do ano de 2005 mostraram que 26% do couro importado vieram de Taiwan, seguidos por 13% da China Continental, 12% da Coréia do Sul, 9% da Tailândia e 8% de Hong Kong. Os fabricantes de calçados de couro do Vietnã esperam chegar a um faturamento de US$ 3.7 milhões em 2006. (fonte: Assintecal – Boletim/ CICB)

Quem traz os detalhes desta missão e explica como o couro brasileiro pode suprir as necessidades da indústria Vietnamita é a consultra Creusa Batista, que coordena os projetos CICB/APEX-Brasil, e a consultora Sandra Bigio, que acompanhou a Missão.

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COUROBUSINESS: Qual importância do Vietnã para o mercado brasileiro?

CREUSA : O mercado do Vietnã é menos explorado do que o mercado da China. E muito pouco explorado pelos curtumes brasileiros. O nosso foco agora é abrir mercados pouco explorados, e com grande potencial de compra de couro Acabado e não Wet Blue. O Vietnã é um grande produtor de calçados, que são expotados para a Europa. Logo, vender couro cabedal para o Vietnã é nossa meta dentro do novo projeto CICB/APEX-Brasil.

 

COUROBUSINESS: Quantas empresas participam desta missão?

SANDRA: Participam diretamente 3 empresas: Paquetá Couros, Curtume Bom Retiro e Ms Leather.

 

COUROBUSINESS: Quais eventos previstos para esta missão?

SANDRA: Participaremos do evento expondo os produtos em um estande. Durante os três dias de evento realizaremos rodadas de negócios com empresas Vietnamitas, além de visitas a empresas de calçados.

 

COUROBUSINESS: Após a missão, como é o acompanhamento das ações?

SANDRA : As empresas se encarregam de encaminhar amostras e demais solicitações realizadas durante o evento. O CICB fará uma listagem das empresas contactadas na feira a fim de manter contato para outros eventos, como o projeto comprador na Fimec.

CREUSA: Possivelmente traremos alguns empresários para participarem do projeto comprador em 2007, durante a FIMEC. A consultora Sandra fará uma pesquisa de interesse, para trazer clientes potenciais em nossos projetos para 2007. Além disso, faremos uma pequena pesquisa para conhecermos alguns pontos sobre o mercado Vietnamita.

 

 

O QUE VOCÊ SABE SOBRE O VIETNÃ?

A economia do Vietnã foi completamente arrasada pela Guerra do Vietnã. No entanto, nos últimos vinte anos o país se recuperou e expandiu seus setores mais importantes: a agricultura, indústria e mineração. As reformas econômicas no final dos anos 80 contribuíram muito para isso. No setor agrícola, o Vietnã tornou-se o maior exportador de arroz do mundo, com uma safra de aproximadamente 40 milhões de toneladas. Outro destaque é a produção de café, onde as 800 mil toneladas permitem ao país ser o segundo maior produtor e exportador do mundo, destacando-se também na produção de chá e banana. Na mineração, destacam-se o carvão e o petróleo, produzidos em grande quantidade, que permitiram um rápido crescimento do setor industrial nos últimos anos.

A indústria se concentra nos três principais núcleos urbanos de Ho Chi Min (indústria têxtil), Hanói (indústria pesada) e Haiphong (indústria naval). Destaca-se também o centro de processamento de alimentos distribuídos em todas as regiões do país. Possuindo uma mão-de-obra abundante e barata, com um índice de analfabetismo abaixo de 10% e fontes de energia (carvão, petróleo e grande potencial hidráulico), o país vem atraindo uma boa quantidade de investimentos externos contribuindo para a modernização da economia.

Apesar disso, o Vietnã continua ser um país subdesenvolvido, com uma renda per capita baixa (metade da chinesa e um terço da brasileira) e altos índices de pobreza, dependendo muito dos resultados da agricultura, onde mais de 2/3 da população trabalha.

 

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