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Questão Ambiental é tema de reunião da AICSul

Documento com prioridades do setor é entregue à Fepam.

A questão ambiental foi o tema da reunião de associados da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul – AIC Sul, realizada no dia 12 de agosto.

Nela foi tratada a responsabilidade social e ambiental, que o setor coureiro gaúcho, na tentativa de reduzir os impactos ambientais, desenvolve através de tecnologias inovadores no tratamento do couro. "O meio ambiente é um tema muito importante para as nossas empresas e talvez a gente divulgue pouco o quanto se faz nesta área. Temos intensa disposição para o diálogo na busca da compatibilidade entre a questão ambiental e a nossa responsabilidade social e econômica de gerar bem-estar para as comunidades gaúchas", explicou o presidente da AICSul, Francisco Gomes.


Foi ressaltado pelo diretor do Conselho de Meio Ambiente da AICSul, Hugo Springer,  que o setor é pioneiro no tema, e que foram feitas muitas inovações nas empresas, como o reciclo de caleiro (1980); redução do consumo de água; redução de consumo de produtos químicos; redução da carga orgânica gerada; curtimento sem píquel (etapa que antecede o curtimento); reciclo de banhos e aplicação de tecnologias limpas. Evoluiu sintonizada com as novas tecnologias internacionais, com inovações como o fim do uso do óleo de baleia (1972); de produtos contendo mercúrio (1973); de pentaclorofenol (1975); corantes benzidínicos e redução do uso de solventes.


O engenheiro Renato Chagas, representante da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler – RS - Fepam, recebeu documento com cinco prioridades do setor e afirmou que os pleitos serão analisados para que se possa encontrar a melhor maneira de se realizar o que está sendo solicitado. Sublinhou ainda que a questão hídrica já está quase equacionada pelas indústrias gaúchas do couro, mas ainda há algumas pendências como o nitrogênio amoniacal.

Em relação a Utresa, Chagas destacou que a empresa sediada em Estância Velha, formada para destinação de resíduos sólidos industriais, apresenta problemas de operação, pagando o preço de seu pioneirismo. “A Fepam segue exigindo as medidas que a legislação determina e detecta a persistência de problemas técnicos. Mesmo assim, a Fepam deu licença de operação por mais um ano, tempo para que os problemas ainda existentes sejam sanados”, comenta Chagas.

O representante anunciou ainda que estão sendo feitos fortes investimentos em tratamento de resíduos sólidos e que a Fepam vai conceder licença para duas empresas produzirem fertilizantes a partir de resíduos de couro.

Ao final, explicou sobre a responsabilidade legal da fonte geradora do resíduo, o que pode fazer com que uma indústria sofra conseqüências por erros do parceiro que assume a destinação do resíduo e alertou para que as indústrias do couro tenham cuidado com essas parcerias. 

Revista Courobusiness, Ed. 59 Jul/Ago 2008.

 

 

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