Fimec: de máquinas a moda
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Mais uma edição da Fimec foi realizada. Nos dias 17 a 20 de abril expositores e compradores do setor se reuniram nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/ RS, durante a 31ª Fimec - Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes e Acessórios, Equipamentos e Máquinas para Calçados e Curtumes. |
Em busca de qualidade, tecnologia, moda e preço competitivo, os compradores visitaram a feira. Ao todo, 1.200 expositores, de 37 países, compuseram o evento e fecharam negócios durante a mostra do setor coureiro-calçadista. A feira ofereceu grande variedade de componentes, máquinas e couros para calçados e artefatos. Além de compradores nacionais, o evento contou com empresários de todo o mundo para negociar.
Doris Zegara Borda, proprietária de curtume no Peru, em busca de máquinas e produtos químicos, foi uma das visitas internacionais. Um fator importante para a empresária é o “calor humano” dos brasileiros. “Preferimos comprar no Brasil do que na Europa. Os técnicos e fabricantes brasileiros são muito mais atenciosos, o que é fundamental”, elogiou.
Já a estilista de bolsas da City Shoes, empresa carioca que tem mais de 60 lojas de calçados e bolsas espalhadas pelo Brasil, Marise de Faria, buscou moda. “Viemos para a feira com uma idéia do que iremos fazer, mas foi aqui que confirmamos tendências e fizemos contatos com curtumes para posteriormente fecharmos negócio”.
Na coletiva de imprensa realizada no último dia do evento, o diretor-presidente da Fenac S.A. – promotora da Fimec -, Julio Cézar Camerini, comemorou os bons resultados conquistados pela feira, em relação aos negócios gerados, visitação e divulgação do cluster, mesmo estando o país em momento econômico delicado - onde a desvalorização do dólar penaliza a indústria exportadora e os tributos chegam a apresentar mais de 40% no preço final do produto.
COURO
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O segmento de couro teve lugar de destaque nesta Fimec. “Dois aviões de São Paulo foram fretados por empresários para conhecerem a feira. Isso, sem falar nos negócios fechados ou iniciados durante a mostra”, exemplificou Francisco Gomes, presidente da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul) e dirigente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Gomes ressaltou, porém, que o setor precisa se manter unido para cobrar do governo soluções urgentes e eficazes em relação à questão tributária, que inviabiliza inúmeros negócios. |
MODA
A busca pelo design nacional e tendências de moda também foi confirmada durante a Fimec, como ressaltou Juan Almada, presidente da Associação Brasileira de Estilistas de Calçados e Afins (Abeca). Ele ressaltou que esta foi a feira onde a entidade mais realizou consulta para os visitantes, muito interessados em conhecer de perto o trabalho dos criadores de moda nacionais.
Reunião do Comitê Setorial do Couro e do Calçado
A 31ª Fimec – Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes e Acessórios, Equipamentos e Máquinas para Calçados e Curtumes – também foi palco da primeira reunião do Comitê Setorial do Couro e do Calçado, que aconteceu na tarde de quarta-feira, dia 18, nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, RS. O encontro, que contou com a presença de deputados, prefeitos, vereadores, empresários e trabalhadores, serviu de desabafo para as mais de 200 lideranças do segmento, de vários estados brasileiros
O Comitê surgiu a partir da necessidade de empresários e entidades fazerem suas reivindicações para o setor coureiro-calçadista, com o objetivo de criar um canal de comunicação direto com o governo do Estado do Rio Grande do Sul. No encontro, o principal apelo foi em relação à falta de mudanças em relação à liberação de créditos do ICMS para as empresas exportadoras.
Fotos cedidas pela “ De Zotti - Assessoria de Imprensa”
Revista Courobusiness, Ed. 51 – março/abril 2007.

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