FRANCAL 2007 reúne mais de 100 países

Projeto Comprador: Brasil assume identidade própria e imagem de glamour frente ao comprador estrangeiro.
53 mil profissionais do setor participaram da FRANCAL 2007 - 39ª Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes, em São Paulo.
Realizada nos 70 mil m² do Pavilhão de Exposições do Anhembi, reuniu mais de mil expositores numa área de montagem de estandes de 46 mil m². Seus 53 mil visitantes vieram de todos os estados brasileiros e de mais de 100 países.
Deste total, 37% (19.671) eram visitantes, que inclui lojistas interessados em realizar negócios com os expositores. Segundo a assessoria da Feira, ao total, os números contabilizaram 5% a mais de compradores que compareceram no ano passado.
O evento recebeu 2.132 pessoas – um fluxo que chega a surpreender Élcio Jacometti, atual vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) considerando a atual defasagem cambial. “Nós notamos uma mudança no perfil do comprador internacional desta edição. Claro que o distribuidor, aquele que negocia grandes volumes, continua presente. Só que o número de pequenos varejistas, com até 20 lojas, aumentou”.
O varejo gostou muito das coleções apresentadas pelos expositores, especialmente a tendência futurista – com muito brilho e prata – encontrada nos calçados e acessórios, o que, segundo Marconi dos Santos, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados (ABLAC), vai vender muito bem no calor.
Projeto Comprador
Este ano, por meio do Projeto Comprador do Brazilian Footwear – programa de incentivo às exportações promovido pela Abicalçados com apoio da Apex-Brasil – a feira recebeu a visita de compradores vindos da África do Sul, Estados Unidos, Grécia, Inglaterra, Itália e Rússia. Juliana Kauer, coordenadora projeto, conta que a maioria dos convidados veio ao Brasil pela primeira vez e surpreendeu-se com a moda encontrada nos calçados nacionais. “A variedade de estilos, a qualidade da matéria-prima e o design típico mudou a imagem que muitos deles tinham do próprio País”, comenta.
A única queixa dos estrangeiros, segundo ela, foi à questão do preço, influenciada pela paridade real-dólar. Ainda assim, o distribuidor vindo da África do Sul fechou dois pedidos que somam 6,5 mil pares, a um preço médio de US$ 37,50 o par – a título de comparação, as vendas para o mercado externo têm preço médio de US$ 13. “São produtos com maior valor agregado, especialmente na área de tecnologia aliada ao conforto”, conta Juliana. Para ela, isto é uma mostra de que, cada vez mais, o Brasil está assumindo uma identidade própria, uma imagem de glamour, o que agrada ao lojista que compra pequenos volumes e focado num público mais específico.
Revista Courobusiness – Ed. Nº 53 – julho/agosto de 2007 
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